sábado, 18 de julho de 2009
QUEM É CHRIS GARNEAU?
Um norte-americano do Brooklin nova-iorquino de 26 anos, dono de incríveis olhos azuis, tímido, pequeno (1,65m), que canta como um rouxinol.
Chris Garneau é um jovem e excepcional cantor, tão fantástico que impressiona-me muito o fato deste belo e talentosíssimo rapaz ainda ser pouquíssimo conhecido por aqui. Por enquanto sua carreira internacional ainda não deslanchou, o que impede a grande massa e os pouco antenados fãs de música boa conhecer a magnífica voz deste pequeno notável.
Descobri o trabalho de Garneau ao ler uma entrevista dele concedida a revista JUNIOR, quando de uma passagem rápida por São Paulo, em junho do ano passado, para a realização de dois shows (que ódio, infelizmente eu ainda ñ estava morando aqui!!!). A revista rasgava vários elogios ao músico, que além de cantar ainda toca piano. Curioso que sou e ávido por tudo que eleva meu espírito, fui atrás de mais informações.
Fiquei extasiado, emocionado, arrepiado, havia encontrado em meio ao zoológico que se chama you tube uma delicada e preciosa pérola.
Chris Garneau tem olhos tristes e voz embargada por uma angústia e paixão contidas, uma dor represada, traduzidas nas letras sufocantemente doces.
Acompanhado de um piano, Chris derrama versos que falam de solidão, inebriando a alma da gente e encharcando o coração de uma ternura e nostalgia irreversíveis. Ouvindo-o o sofrimento suaviza-se e é impossível continuar igual, ninguém sai imune a voz desse garoto.
Chris Garneau é emoção em estado bruto, é sentimento puro!!!
Veja os vídeos e tirem suas próprias conclusões:
http://www.youtube.com/watch?v=8tXurXDqH9g&eurl=http%3A%2F%2Fwww%2Eorkut%2Ecom%2Ebr%2FFavoriteVideos%2Easpx%3Fuid%3D2951959875998163573%26na%3D3%26nst%3D41%26nid%3DdWlkXzEyMDE2MjI2MHxmdF92aWQsbndfMHxhZF8xMjIz&feature=player_embedded
http://www.youtube.com/watch?v=bQq99gIuf-o&feature=related
sábado, 11 de julho de 2009
ABRIGO
DE REPENTE, CALIFÓRNIA está em cartaz nos cinemas da capital paulista e em algumas outras poucas capitais do Brasil (Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre).
A história: Zach, um rapaz de 21 anos, é surfista e artista urbano. Namora uma garota e é o melhor amigo do riquinho Gabe.
O garoto passa o dia entre o trabalho estafante numa lanchonete, os grafites que faz nos muros de sua cidade e as ondas que pega no fim do dia.
Zach sonha em entrar para a escola de arte e aprimorar seu talento, mas sente-se preso a vida limitada que leva, um namoro morno, sem grandes emoções, uma família cretina, composta por um pai parasita e uma irmã especialista em envolver-se com cafajestes, além do sobrinho Cody, um fofucho de quem ele cuida na ausência quase constante da mãe do menino.
Apesar de todos os problemas, Zach consegue lhe dar bem com as agruras de sua vida até encontrar Shaun, um escritor gay, irmão de seu amigo Gabe.
Shaun mostra um mundo novo, repleto de possibilidades e conquistas para Zach. Mais do que uma grande amizade, uma paixão inexplicável, daquelas de virar o mundo e dar voltas no estômago surge entre eles. Zach resiste o quanto o pode, como é comum nesses casos. Mas a paixão, todos sabemos, é ainda o mais poderoso dos sentimentos.
DE REPENTE, CALIFÓRNIA é um filme típico de sessão da tarde, não fosse pelo detalhe de ser um filme gay. É leve, delicado, mas tem uma suave profundidade, muito melhor traduzida por seu título original, ABRIGO (SHELTER). DE REPENTE, CALIFÓRNIA é um título simplista demais, pois o protagonista não está apenas em busca de ondas perfeitas no paradisíaco mar da Califórnia, mas busca acima de tudo com um olhar distante e carente um lugar onde recostar a cabeça, sossegar a alma e aquiecer o coração, sendo compreendido e apoiado em seus anseios e sonhos, levado pela mão quando necessário. Um verdadeiro abrigo contra ventos e tempestades emocionais que ele só encontra ao lado de Shaun.
Gays, lésbicas e heterossexuais não preconceituosos, que adoram cinema assim como eu, assistam, pelo simples fato de falar sobre esse sentimento universal e tão sublime que é o amor.
E quem nunca sonhou com uma história de amor sem limites, um abrigo que proteja e alimente o nosso coração, seja homem, mulher, HT, gay, preto, branco, pobre ou rico, que atire a primeira pedra.
Abaixo o link com o trailler do filme:
http://www.youtube.com/watch?v=93IVhORpIbc
PENSAMENTO DO DIA: " O inferno são os outros."
A história: Zach, um rapaz de 21 anos, é surfista e artista urbano. Namora uma garota e é o melhor amigo do riquinho Gabe.
O garoto passa o dia entre o trabalho estafante numa lanchonete, os grafites que faz nos muros de sua cidade e as ondas que pega no fim do dia.
Zach sonha em entrar para a escola de arte e aprimorar seu talento, mas sente-se preso a vida limitada que leva, um namoro morno, sem grandes emoções, uma família cretina, composta por um pai parasita e uma irmã especialista em envolver-se com cafajestes, além do sobrinho Cody, um fofucho de quem ele cuida na ausência quase constante da mãe do menino.
Apesar de todos os problemas, Zach consegue lhe dar bem com as agruras de sua vida até encontrar Shaun, um escritor gay, irmão de seu amigo Gabe.
Shaun mostra um mundo novo, repleto de possibilidades e conquistas para Zach. Mais do que uma grande amizade, uma paixão inexplicável, daquelas de virar o mundo e dar voltas no estômago surge entre eles. Zach resiste o quanto o pode, como é comum nesses casos. Mas a paixão, todos sabemos, é ainda o mais poderoso dos sentimentos.
DE REPENTE, CALIFÓRNIA é um filme típico de sessão da tarde, não fosse pelo detalhe de ser um filme gay. É leve, delicado, mas tem uma suave profundidade, muito melhor traduzida por seu título original, ABRIGO (SHELTER). DE REPENTE, CALIFÓRNIA é um título simplista demais, pois o protagonista não está apenas em busca de ondas perfeitas no paradisíaco mar da Califórnia, mas busca acima de tudo com um olhar distante e carente um lugar onde recostar a cabeça, sossegar a alma e aquiecer o coração, sendo compreendido e apoiado em seus anseios e sonhos, levado pela mão quando necessário. Um verdadeiro abrigo contra ventos e tempestades emocionais que ele só encontra ao lado de Shaun.
Gays, lésbicas e heterossexuais não preconceituosos, que adoram cinema assim como eu, assistam, pelo simples fato de falar sobre esse sentimento universal e tão sublime que é o amor.
E quem nunca sonhou com uma história de amor sem limites, um abrigo que proteja e alimente o nosso coração, seja homem, mulher, HT, gay, preto, branco, pobre ou rico, que atire a primeira pedra.
Abaixo o link com o trailler do filme:
http://www.youtube.com/watch?v=93IVhORpIbc
PENSAMENTO DO DIA: " O inferno são os outros."
quinta-feira, 9 de julho de 2009
CARPE DIEM
Hoje, feriado aqui em São Paulo, acordei decidido a não passar mais um dia de folga vegetando em cima da cama, assistindo a um monte de nada na tv, perdendo a vida lá fora, que sempre pode nos proporcionar belas surpresas.
Há dois meses em Sampa, minha vida se resumiu até aqui nessa rotina morna e entediante que é casa-trabalho-trabalho-casa.
Sou leonino, inquieto e obcecado por novidades e emoções, mesmo aquelas emoções contidas, pequenas, que fazem a gente suspirar e verter lágrimas silenciosas.
Emoção pra mim pode ser uma balada alucinante, uma aventura radical ou um programa como o que fiz hoje.
Muito bem desacompanhado, pois ainda não consegui reconhecer nenhum amigo que realmente vale a pena por aqui, fui ao cinema, assisti um belo filme francês, Paris(oh céus, que cidade linda!!!), com a encantadora Juliette Binoche. Depois uma passadinha na FNAC(eu adoro essa loja!!!) pra ver as novidades. Uma caminhada na deslumbrante avenida Paulista(ainda fico impressionado em como é grande e limpa e exala um ar de primeiro mundo). Como não achei o livro que queria na FNAC, fui até o shopping procurar na Saraiva. Encontrei e comprei Tudo ao mesmo tempo agora, o novo livro de crônicas e perturbações de Jean Wyllys, sim, aquele mesmo do Big Brother. O cara é muito inteligente, eu adoro a linha de raciocínio dele e todo o sentimento que passa em sua escrita. Se você não gosta dele ou o rotula de alguma maneira por puro preconceito, leia-o antes de criticar. Se já leu e ñ gostou ok, é um direito seu.
Pra arrematar o meu dia tão íntimo e particular, uma boa xícara de chocolate cercado por livros e pessoas interessantes, nada me deixa mais feliz!!!
Finalmente me senti eu mesmo aqui em São Paulo, fazendo tudo o que gosto, livre, sem nenhum ignorante por perto me dizendo que cinema, livros e afins são besteiras. Sim meus amigos, tenho convivido com pessoas desse nível, mas isso é uma outra história que eu conto uma outra vez, o importante é que perdi o medo de andar sozinho por aqui, encarei o busão(ainda não tô podendo ir de táxi) numa rota diferente da que faço todo dia de casa pro trabalho e desbravei mais um pedacinho dessa imensidão, infelizmente não tão azul, e me senti inteiro de novo.
Esse foi o meu pedacinho de céu hoje.
E não esqueçam amigos, aconteça o que acontecer, carpe diem sempre, porque a vida passa depressa demais.
Há dois meses em Sampa, minha vida se resumiu até aqui nessa rotina morna e entediante que é casa-trabalho-trabalho-casa.
Sou leonino, inquieto e obcecado por novidades e emoções, mesmo aquelas emoções contidas, pequenas, que fazem a gente suspirar e verter lágrimas silenciosas.
Emoção pra mim pode ser uma balada alucinante, uma aventura radical ou um programa como o que fiz hoje.
Muito bem desacompanhado, pois ainda não consegui reconhecer nenhum amigo que realmente vale a pena por aqui, fui ao cinema, assisti um belo filme francês, Paris(oh céus, que cidade linda!!!), com a encantadora Juliette Binoche. Depois uma passadinha na FNAC(eu adoro essa loja!!!) pra ver as novidades. Uma caminhada na deslumbrante avenida Paulista(ainda fico impressionado em como é grande e limpa e exala um ar de primeiro mundo). Como não achei o livro que queria na FNAC, fui até o shopping procurar na Saraiva. Encontrei e comprei Tudo ao mesmo tempo agora, o novo livro de crônicas e perturbações de Jean Wyllys, sim, aquele mesmo do Big Brother. O cara é muito inteligente, eu adoro a linha de raciocínio dele e todo o sentimento que passa em sua escrita. Se você não gosta dele ou o rotula de alguma maneira por puro preconceito, leia-o antes de criticar. Se já leu e ñ gostou ok, é um direito seu.
Pra arrematar o meu dia tão íntimo e particular, uma boa xícara de chocolate cercado por livros e pessoas interessantes, nada me deixa mais feliz!!!
Finalmente me senti eu mesmo aqui em São Paulo, fazendo tudo o que gosto, livre, sem nenhum ignorante por perto me dizendo que cinema, livros e afins são besteiras. Sim meus amigos, tenho convivido com pessoas desse nível, mas isso é uma outra história que eu conto uma outra vez, o importante é que perdi o medo de andar sozinho por aqui, encarei o busão(ainda não tô podendo ir de táxi) numa rota diferente da que faço todo dia de casa pro trabalho e desbravei mais um pedacinho dessa imensidão, infelizmente não tão azul, e me senti inteiro de novo.
Esse foi o meu pedacinho de céu hoje.
E não esqueçam amigos, aconteça o que acontecer, carpe diem sempre, porque a vida passa depressa demais.
sábado, 27 de junho de 2009
TODOS NÓS A ESMO
Uma mulher que parece ter o casamento perfeito, trai o marido e é viciada em drogas.
Outra, viúva e depressiva, comete suicídio ingerindo uma dose cavalar de comprimidos, deixando órfão o único filho. Um rapaz de 25 anos, que dedicava-se a cuidar da mãe com todo o carinho. Vaga pelas ruas sem rumo, perdido, incapaz de imaginar como será sua vida sozinho no mundo.
Um jovem e solitário escritor/poeta, leva seus escritos para a única amiga ler. Como ela ñ lhe dá a atenção q ele deseja no momento, ele se mata atirando-se da varanda do apartamento dela, deixando-a estarrecida e culpada.
Um travesti negro que sonha em ser uma estrela da tv, vive de programas e um dia é incendiado no meio da rua por dois "filhinhos de papai" que só querem se divertir.
Uma garota abandonada grávida pelo namorado, quase morre, tentando abortar sozinha, num quarto fétido de uma pensão na boca do lixo, o filho, que não nasce.
Um rapaz homossexual, mente pra mãe dizendo que trabalha á noite e vai pro submundo, enquanto a mulher evangélica, fica rezando pelo filho e esperando que ele lhe apresente uma namorada.
Uma moça dá a luz um bebê num ferro-velho abandonado e o deixa ali mesmo.
Em comum, todos vivem na mesma cidade, São Paulo, e são ouvintes do mesmo programa de rádio, o místico O SIGNO DA CIDADE. Um programa apresentado pela bela e amargurada Teca, uma astróloga que leva esperança para seus ouvintes lendo o futuro deles nas estrelas.
Todos estão sozinhos, a esmo, cada um por si.
Numa cidade tão grande, as pessoas esquecem uma das outras, são frias, endurecidas pelo dia a dia corrido e caótico da imensa São Paulo.
Todas tem seus sonhos. Todas querem ser amadas. Mas é preciso "matar um leão por dia". Sem romantismos, sem ilusões.
O signo da cidade é um filme brasileiro, dirigido por Carlos Alberto Ricceli e estrelado por sua belíssima esposa Bruna Lombardi.
Assisti ao filme na época de seu lançamento no cinema, em abril de 2008, estava morando em Porto Alegre ainda e a história me envolveu e mexeu muito comigo, mas ao sair do cinema minha realidade era outra, um pouco menos triste e solitária.
Hoje, mais de um ano depois e morando em São Paulo, me sinto dentro do filme, como mais um daqueles personagens.
Eu, que já sonhei tanto. Que sempre me iludi com a ideia romântica de viver um grande amor. Hoje corro contra o tempo, trabalho feito louco, durmo muito pouco. Não conheço ninguém, não tenho amigos, nem ao menos uma simples companhia pra uma pizza ou um cinema.
Eu, que por tanto tempo desejei um milhão de amigos e muitas vezes sofri por não tê-los, briguei com a solidão, rasguei meu coração, pra enfim chegar até aqui e compreender que estamos todos sós, no filme, na vida.
Cada um lidando com ela a sua maneira. Correndo feito formigas fugindo da água, nas ruas, no metrô ou presas no trânsito infernal dessa megalópole ensandecedora, onde o luxo e o lixo se misturam e confundem-se de maneira fascinante e atordoadora.
Por incrível que pareça, agora, mais do que nunca me sinto forte, confiante, seguro de mim e incapaz de ser atingido por sentimentalismos fugazes, mas as vezes quando páro um pouco pra respirar, aquele velho vazio teima em ressurgir.
Ligo o rádio pra espantar a solidão. Quantos milhares de pessoas não estão fazendo o mesmo aqui em São Paulo, no mesmo momento que eu? Quantas não se sentem iguais a mim? Isso é um consolo?
Lembro do filme. Reflito sobre a minha vida. Penso no resultado das minhas escolhas. Percebo que não estou infeliz. Solitário sim, mas não infeliz.
Chego a conclusão que a luta diária pela sobrevivência nos deixa duros e insensíveis, muitas vezes involuntariamente. E já que as horas e o tempo nos pesa tanto ainda insistimos em sonhar com um pouco de arte, amor e alegria.
Porque, como diz uma das personagens do filme, tem coisa que ainda vale a pena.
Abaixo o link de um clip do filme com a música tema de Caetano Veloso. Prestem atenção na letra, resume bem tudo o que eu quis dizer:
http://www.youtube.com/watch?v=S-_nVK_GsqA&feature=related
PENSAMENTO DO DIA:"Há que endurecer-se, mas sem perder a ternura jamais."
Outra, viúva e depressiva, comete suicídio ingerindo uma dose cavalar de comprimidos, deixando órfão o único filho. Um rapaz de 25 anos, que dedicava-se a cuidar da mãe com todo o carinho. Vaga pelas ruas sem rumo, perdido, incapaz de imaginar como será sua vida sozinho no mundo.
Um jovem e solitário escritor/poeta, leva seus escritos para a única amiga ler. Como ela ñ lhe dá a atenção q ele deseja no momento, ele se mata atirando-se da varanda do apartamento dela, deixando-a estarrecida e culpada.
Um travesti negro que sonha em ser uma estrela da tv, vive de programas e um dia é incendiado no meio da rua por dois "filhinhos de papai" que só querem se divertir.
Uma garota abandonada grávida pelo namorado, quase morre, tentando abortar sozinha, num quarto fétido de uma pensão na boca do lixo, o filho, que não nasce.
Um rapaz homossexual, mente pra mãe dizendo que trabalha á noite e vai pro submundo, enquanto a mulher evangélica, fica rezando pelo filho e esperando que ele lhe apresente uma namorada.
Uma moça dá a luz um bebê num ferro-velho abandonado e o deixa ali mesmo.
Em comum, todos vivem na mesma cidade, São Paulo, e são ouvintes do mesmo programa de rádio, o místico O SIGNO DA CIDADE. Um programa apresentado pela bela e amargurada Teca, uma astróloga que leva esperança para seus ouvintes lendo o futuro deles nas estrelas.
Todos estão sozinhos, a esmo, cada um por si.
Numa cidade tão grande, as pessoas esquecem uma das outras, são frias, endurecidas pelo dia a dia corrido e caótico da imensa São Paulo.
Todas tem seus sonhos. Todas querem ser amadas. Mas é preciso "matar um leão por dia". Sem romantismos, sem ilusões.
O signo da cidade é um filme brasileiro, dirigido por Carlos Alberto Ricceli e estrelado por sua belíssima esposa Bruna Lombardi.
Assisti ao filme na época de seu lançamento no cinema, em abril de 2008, estava morando em Porto Alegre ainda e a história me envolveu e mexeu muito comigo, mas ao sair do cinema minha realidade era outra, um pouco menos triste e solitária.
Hoje, mais de um ano depois e morando em São Paulo, me sinto dentro do filme, como mais um daqueles personagens.
Eu, que já sonhei tanto. Que sempre me iludi com a ideia romântica de viver um grande amor. Hoje corro contra o tempo, trabalho feito louco, durmo muito pouco. Não conheço ninguém, não tenho amigos, nem ao menos uma simples companhia pra uma pizza ou um cinema.
Eu, que por tanto tempo desejei um milhão de amigos e muitas vezes sofri por não tê-los, briguei com a solidão, rasguei meu coração, pra enfim chegar até aqui e compreender que estamos todos sós, no filme, na vida.
Cada um lidando com ela a sua maneira. Correndo feito formigas fugindo da água, nas ruas, no metrô ou presas no trânsito infernal dessa megalópole ensandecedora, onde o luxo e o lixo se misturam e confundem-se de maneira fascinante e atordoadora.
Por incrível que pareça, agora, mais do que nunca me sinto forte, confiante, seguro de mim e incapaz de ser atingido por sentimentalismos fugazes, mas as vezes quando páro um pouco pra respirar, aquele velho vazio teima em ressurgir.
Ligo o rádio pra espantar a solidão. Quantos milhares de pessoas não estão fazendo o mesmo aqui em São Paulo, no mesmo momento que eu? Quantas não se sentem iguais a mim? Isso é um consolo?
Lembro do filme. Reflito sobre a minha vida. Penso no resultado das minhas escolhas. Percebo que não estou infeliz. Solitário sim, mas não infeliz.
Chego a conclusão que a luta diária pela sobrevivência nos deixa duros e insensíveis, muitas vezes involuntariamente. E já que as horas e o tempo nos pesa tanto ainda insistimos em sonhar com um pouco de arte, amor e alegria.
Porque, como diz uma das personagens do filme, tem coisa que ainda vale a pena.
Abaixo o link de um clip do filme com a música tema de Caetano Veloso. Prestem atenção na letra, resume bem tudo o que eu quis dizer:
http://www.youtube.com/watch?v=S-_nVK_GsqA&feature=related
PENSAMENTO DO DIA:"Há que endurecer-se, mas sem perder a ternura jamais."
terça-feira, 16 de junho de 2009
O PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA
Estava com 12 anos e todas as suas coleguinhas já haviam começado a se interessar por rapazes.
Ela também já estava começando a sentir coisas, mas era diferente. O garoto que invadia seus sonhos já não era mais nenhum garoto.
O nome dele era Miguel, tinha quase 40 anos, casado, pai de três filhos adolescentes e era seu professor de Educação Física
Jéssica não sabia dizer exatamente quando começou, mas sentia que era algo que crescia gradativamente dentro de si.
Nas aulas, observava maliciosamente as pernas grossas e peludas do professor á distância, mordiscava os lábios de excitação. Os garotos da sua idade não tinham aquelas pernas, nem aquele tórax torneado e os bíceps perfeitamente definidos, sem falar nos charmosos fios grisalhos que lhe cobriam tão sensualmente a cabeça, pensava entre suspiros.
Definitivamente, Miguel fazia Jássica pensar loucuras. Era apenas uma menina, mas as coisas que imaginava com o professor eram dignas de qualquer obra de Nelson Rodrigues ou Vladimir Nabokov com sua indefectível Lolita.
O ápice de seu desejo aconteceu em um campeonato de vôlei juvenil.
Jéssica era excelente jogadora e quando conquistou a vitória naquele jogo, recebeu de Miguel um esfuziante abraço comemorativo.
Aquele abraço foi o motivo de muitas noites insones para Jéssica, e naquele mesmo dia no escuro do seu quarto rosa de menina, cercada por bichinhos de pelúcia, barbies e pôsteres do New Kids On The Block, ela se tocou delicadamente pela primeira vez. Sentiu a maciez de sua carne tenra misturar-se com a aspereza recém brotada de sua pele, aumentou o rítmo e então como estocadas alucinantes ela sentia seu corpo se debater frenéticamente sob os lençóis macios e perfumados. O rosto de Miguel, vermelho e suado por causa dos exercícios, invadia sua mente. Também o corpo dele, inteiro, latejante. Imaginava o que haveria dentro do minúsculo short azul que o professor usava em todas as aulas.
E nesse exercício de imaginação, intenso e pululante, explodiu em gozo e delírio.
Sentiu a respiração ofegante diminuir suavemente e adormeceu exausta e completamente satisfeita.
Nos dias que se seguiram, Jássica sentia-se estranha. Nas aulas não ficava mais á vontade com o professor. Ele mexia com ela agora, de uma forma diferente, mais real, mais intensa, e era como se ele soubesse que desde o momento daquele abraço, eles dormiam juntos e "faziam amor" quase todas as noites.
Notando a mudança de comportamento da aluna, Miguel imaginou que fosse coisas da idade e decidiu manter-se a distância para nã invadir o espaço da garota. Aproximava-se e falava com ela apenas o estritamente necessário.
Diante disto, Jéssica começou a fantasiar que o professor havia descoberto sua paixão e suas práticas noturnas em homenagem a ele, e por isso, sentindo-se desrespeitado, deixou de dar-lhe a atenção que antes lhe dedicava. Quando pensava isso sentia dores no estômago de tanta vergonha, não conseguia mais encarar o professor de jeito nenhum.
Faltavam poucos meses para o final do ano letivo e Jéssica não via a hora para que acabasse logo.
Por fim as aulas terminaram. Jéssica sentiu-se triste por ter de se afastar de seu querido professor, mas também aliviada, pois não aguentava mais ser torturada pelo constrangimento que a ideia do professor saber de tudo, lhe provocava.
O tempo passou. Jéssica cresceu, saiu da pequena cidade em que morava, foi estudar fora. Tornou-se uma moça moderna, descolada, antenada com o mundo.
Muitos anos mais tarde, de visita á casa dos pais, na cidadezinha de sua infância, tudo continuava praticamente igual, exceto ela.
Não entendia como algumas pessoas conseguiam viver uma vida inteira em uma cidade tão provinciana.
Um dia, enquanto caminhava sem destino, deparou-se com um senhor de aparência cansada e andar lento.
Seu rosto iluminou-se de admiraçaõ e surpresa ao reconhecer naquele senhor o professor que tanto lhe roubou o sono, num passado já quase esquecido até aquele dia.
Sim, era ele, Miguel, o professor de Educação Física.
O vigor já não era o mesmo de antes, o rosto já estava bem enrugado, os cabelos mais grisalhos, mas o olhar e o charme permaneciam os mesmos.
Jéssica o cumprimentou entusiasmada. O professor, já aposentado, foi apenas educado e não trocou mais do que duas palavras.
A garota ficou desapontada com a frieza do ex-professor, pois acreditava ter sido uma aluna especial, pelo menos era assim que gostava de pensar.
Nas horas seguintes ao inesperado e frustrante reencontro, Jéssica pensou na vida, no tempo, em como ele passa rápido e pode ser cruel para alguns e como junto com ele as pessoas mudam ou não.
Seguiu assim um antigo ritual de infância.
Caminhou á beira-mar sentindo o vento no rosto. Voltou pra casa, tomou o lanche especial que sua mãe sempre preparara. Ouviu um pouco de música.
Recolheu-se então ao seu quarto de menina, que permanecia intacto. Os mesmos pôsteres, os mesmos bichos de pelúcia, as mesmas bonecas, os mesmos lençóis perfumados e um único e pertinente pensamento, o professor de Educação Física.
Naquela noite, depois de muitos anos, Jéssica adormeceu exausta e completamente satisfeita.
PENSAMENTO DO DIA: "Uma imaginação bem canalizada é fonte de grandes proezas."
Ela também já estava começando a sentir coisas, mas era diferente. O garoto que invadia seus sonhos já não era mais nenhum garoto.
O nome dele era Miguel, tinha quase 40 anos, casado, pai de três filhos adolescentes e era seu professor de Educação Física
Jéssica não sabia dizer exatamente quando começou, mas sentia que era algo que crescia gradativamente dentro de si.
Nas aulas, observava maliciosamente as pernas grossas e peludas do professor á distância, mordiscava os lábios de excitação. Os garotos da sua idade não tinham aquelas pernas, nem aquele tórax torneado e os bíceps perfeitamente definidos, sem falar nos charmosos fios grisalhos que lhe cobriam tão sensualmente a cabeça, pensava entre suspiros.
Definitivamente, Miguel fazia Jássica pensar loucuras. Era apenas uma menina, mas as coisas que imaginava com o professor eram dignas de qualquer obra de Nelson Rodrigues ou Vladimir Nabokov com sua indefectível Lolita.
O ápice de seu desejo aconteceu em um campeonato de vôlei juvenil.
Jéssica era excelente jogadora e quando conquistou a vitória naquele jogo, recebeu de Miguel um esfuziante abraço comemorativo.
Aquele abraço foi o motivo de muitas noites insones para Jéssica, e naquele mesmo dia no escuro do seu quarto rosa de menina, cercada por bichinhos de pelúcia, barbies e pôsteres do New Kids On The Block, ela se tocou delicadamente pela primeira vez. Sentiu a maciez de sua carne tenra misturar-se com a aspereza recém brotada de sua pele, aumentou o rítmo e então como estocadas alucinantes ela sentia seu corpo se debater frenéticamente sob os lençóis macios e perfumados. O rosto de Miguel, vermelho e suado por causa dos exercícios, invadia sua mente. Também o corpo dele, inteiro, latejante. Imaginava o que haveria dentro do minúsculo short azul que o professor usava em todas as aulas.
E nesse exercício de imaginação, intenso e pululante, explodiu em gozo e delírio.
Sentiu a respiração ofegante diminuir suavemente e adormeceu exausta e completamente satisfeita.
Nos dias que se seguiram, Jássica sentia-se estranha. Nas aulas não ficava mais á vontade com o professor. Ele mexia com ela agora, de uma forma diferente, mais real, mais intensa, e era como se ele soubesse que desde o momento daquele abraço, eles dormiam juntos e "faziam amor" quase todas as noites.
Notando a mudança de comportamento da aluna, Miguel imaginou que fosse coisas da idade e decidiu manter-se a distância para nã invadir o espaço da garota. Aproximava-se e falava com ela apenas o estritamente necessário.
Diante disto, Jéssica começou a fantasiar que o professor havia descoberto sua paixão e suas práticas noturnas em homenagem a ele, e por isso, sentindo-se desrespeitado, deixou de dar-lhe a atenção que antes lhe dedicava. Quando pensava isso sentia dores no estômago de tanta vergonha, não conseguia mais encarar o professor de jeito nenhum.
Faltavam poucos meses para o final do ano letivo e Jéssica não via a hora para que acabasse logo.
Por fim as aulas terminaram. Jéssica sentiu-se triste por ter de se afastar de seu querido professor, mas também aliviada, pois não aguentava mais ser torturada pelo constrangimento que a ideia do professor saber de tudo, lhe provocava.
O tempo passou. Jéssica cresceu, saiu da pequena cidade em que morava, foi estudar fora. Tornou-se uma moça moderna, descolada, antenada com o mundo.
Muitos anos mais tarde, de visita á casa dos pais, na cidadezinha de sua infância, tudo continuava praticamente igual, exceto ela.
Não entendia como algumas pessoas conseguiam viver uma vida inteira em uma cidade tão provinciana.
Um dia, enquanto caminhava sem destino, deparou-se com um senhor de aparência cansada e andar lento.
Seu rosto iluminou-se de admiraçaõ e surpresa ao reconhecer naquele senhor o professor que tanto lhe roubou o sono, num passado já quase esquecido até aquele dia.
Sim, era ele, Miguel, o professor de Educação Física.
O vigor já não era o mesmo de antes, o rosto já estava bem enrugado, os cabelos mais grisalhos, mas o olhar e o charme permaneciam os mesmos.
Jéssica o cumprimentou entusiasmada. O professor, já aposentado, foi apenas educado e não trocou mais do que duas palavras.
A garota ficou desapontada com a frieza do ex-professor, pois acreditava ter sido uma aluna especial, pelo menos era assim que gostava de pensar.
Nas horas seguintes ao inesperado e frustrante reencontro, Jéssica pensou na vida, no tempo, em como ele passa rápido e pode ser cruel para alguns e como junto com ele as pessoas mudam ou não.
Seguiu assim um antigo ritual de infância.
Caminhou á beira-mar sentindo o vento no rosto. Voltou pra casa, tomou o lanche especial que sua mãe sempre preparara. Ouviu um pouco de música.
Recolheu-se então ao seu quarto de menina, que permanecia intacto. Os mesmos pôsteres, os mesmos bichos de pelúcia, as mesmas bonecas, os mesmos lençóis perfumados e um único e pertinente pensamento, o professor de Educação Física.
Naquela noite, depois de muitos anos, Jéssica adormeceu exausta e completamente satisfeita.
PENSAMENTO DO DIA: "Uma imaginação bem canalizada é fonte de grandes proezas."
domingo, 7 de junho de 2009
VOLTANDO
Após um período razoavelmente longo, pouco mais de 2 meses, finalmente estou voltando.
Senti uma saudade danada!!!
Saudade de desabafar, de fantasiar, de debater e principalmente dos comentários, pra mim tão importantes, que enriquecem e prestigiam meu humilde blog.
Apesar da saudade, esse afastamento temporário foi extremamente necessário para mim. Quando da última postagem, lá no longínquo 26/03, comentei sobre certa crise de inspiração, crise esta advinda de uma fase nebulosa, um verdadeiro inferno astral.
Perdi o emprego, os "amigos" se afastaram, as dívidas se acumulavam, uma carência afetiva absurda me deixando triste, desiludido, sem ânimo pra nada. Minha querida Porto Alegre, outrora tão fascinante, charmosa, divertida e calorosa tornou-se cinza, fria, desinteressante e sem alma.
Diante de um quadro como esse, que inspiração resistiria?
Felizmente a maré baixa passou, sacudi a poeira e estou conseguindo dar a volta por cima.
Troquei Porto Alegre por São Paulo e estou recomeçando do zero. Os caquinhos estão sendo juntados e pouco a pouco vão formando um lindo vitral, colorido e brilhante como à tempos não se via.
Agora nessa nova cidade, são tantas as possibilidades!
Tenho certeza que esse blog vai bombar com novas e interessantes histórias. A cada novo lugar que conhecer, a cada descoberta, um novo livro, filme, peça teatral, uma nova pessoa e a cada nova sensação que o espetáculo da vida me proporcionar, estarei aqui relatando em detalhes cada pequena emoção, boa ou ruim, feliz ou triste, real ou inventada. Sem deixar de lado o lúdico e a fantasia que é o que nos alimenta a alma.
Espero contar com vocês meus estimados leitores e amigos, para que possamos continuar compartilhando essa viagem incrível e fascinante pelo mundo pensante de cada um de nós através das letras.
Agradeço tbm á todos os que sentiram falta de minhas postagens e demonstraram isso com mensagens carinhosas, obrigado de coração. Abraços á todos e até logo!!!
PENSAMENTO DO DIA: "A gente passa e a vida continua..."
Senti uma saudade danada!!!
Saudade de desabafar, de fantasiar, de debater e principalmente dos comentários, pra mim tão importantes, que enriquecem e prestigiam meu humilde blog.
Apesar da saudade, esse afastamento temporário foi extremamente necessário para mim. Quando da última postagem, lá no longínquo 26/03, comentei sobre certa crise de inspiração, crise esta advinda de uma fase nebulosa, um verdadeiro inferno astral.
Perdi o emprego, os "amigos" se afastaram, as dívidas se acumulavam, uma carência afetiva absurda me deixando triste, desiludido, sem ânimo pra nada. Minha querida Porto Alegre, outrora tão fascinante, charmosa, divertida e calorosa tornou-se cinza, fria, desinteressante e sem alma.
Diante de um quadro como esse, que inspiração resistiria?
Felizmente a maré baixa passou, sacudi a poeira e estou conseguindo dar a volta por cima.
Troquei Porto Alegre por São Paulo e estou recomeçando do zero. Os caquinhos estão sendo juntados e pouco a pouco vão formando um lindo vitral, colorido e brilhante como à tempos não se via.
Agora nessa nova cidade, são tantas as possibilidades!
Tenho certeza que esse blog vai bombar com novas e interessantes histórias. A cada novo lugar que conhecer, a cada descoberta, um novo livro, filme, peça teatral, uma nova pessoa e a cada nova sensação que o espetáculo da vida me proporcionar, estarei aqui relatando em detalhes cada pequena emoção, boa ou ruim, feliz ou triste, real ou inventada. Sem deixar de lado o lúdico e a fantasia que é o que nos alimenta a alma.
Espero contar com vocês meus estimados leitores e amigos, para que possamos continuar compartilhando essa viagem incrível e fascinante pelo mundo pensante de cada um de nós através das letras.
Agradeço tbm á todos os que sentiram falta de minhas postagens e demonstraram isso com mensagens carinhosas, obrigado de coração. Abraços á todos e até logo!!!
PENSAMENTO DO DIA: "A gente passa e a vida continua..."
quinta-feira, 26 de março de 2009
AMOR BREVE E SEM DESTINO
Era aquilo que ele queria desde o início.
Desde que começou a sonhar com "príncipes encantados", aos cinco anos de idade.
Desde que se percebeu apaixonado pela primeira vez, aos onze anos, por um colega de classe que repudiava e debochava de seus sentimentos.
Desde a primeira tentativa de um beijo desajeitado e assustado aos quatorze anos, onde o desejo foi atropelado por um medo incontrolável e justificável de ser visto ou descoberto por alguém. Desde que descobriu aos quinze, que o amor pode ser dilacerante, cruel e maldito quando é impossível e não correspondido.
Quando a partir dos vinte e um, chegou á triste constatação que em seu mundo o sexo sempre chega antes da paixão ou até mesmo de um olá.
E quando aos vinte e quatro acreditou ter encontrado o derradeiro amor, pôde sentir que mais cruel do que um amor impossível e não correspondido, é um amor possível não correspondido. Então, numa noite morna e suave, onde menos se esperava, de forma displicente e leve, por algumas horas ele encontrou o "príncipe" que lhe disse todas as palavras pelas quais esperou durante vinte e sete anos.
Lhe deu todos os beijos devagar, sem medos nem sustos.
Lhe disse olá e insinuou a possibilidade de uma paixão, antes mesmo de mencionar sexo.
Foi seu amor possível e correspondido.
Não trocaram e-mail nem telefone, apenas beijos. Longos e molhados beijos.
E carinhos, afagos e toques, fortes e delicados.
Ao despedirem-se, ele usou a frase de um filme que tinha assistindo á poucos dias atrás:
“... Não quero seu telefone, e-mail ou endereço. Se nos encontrarmos de novo é porque era pra ser. Se não nos encontrarmos é pra que tenhamos apenas a lembrança desta noite guardada pra sempre. Apenas uma noite, apenas alguns momentos, pra sempre...”.
E se afastaram pela noite escura e morna, para lados opostos.
Até hoje ele pensa sobre sua decisão.
Teria sido estúpida?
No filme, o casal apaixonado se reencontrava e vivia uma linda história de amor.
Mas, já fazia algum tempo e eles nunca mais tinham se encontrado de novo. Nem no mesmo lugar em que se viram pela primeira e única vez.
Onde ele havia voltado algumas outras vezes, na tentativa de reviver aqueles momentos sublimes.
Não, não se viram nunca mais.
Afinal de contas o amor não é um filme.
Mas aqueles momentos estão guardados e são lembrados sempre.
Ele nunca mais viveu momentos iguais.
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Queridos amigos e leitores que acompanham e gostam do meu cantinho, agradeço o carinho e a paciência de todos vocês, mas queria comunicá-los que passo por um momento de crise de inspiração e por isso talvez fique algum tempo afastado daqui, sem postar.
Espero que essa crise passe logo.
Beijos e até mais!!!!!!!!!
Desde que começou a sonhar com "príncipes encantados", aos cinco anos de idade.
Desde que se percebeu apaixonado pela primeira vez, aos onze anos, por um colega de classe que repudiava e debochava de seus sentimentos.
Desde a primeira tentativa de um beijo desajeitado e assustado aos quatorze anos, onde o desejo foi atropelado por um medo incontrolável e justificável de ser visto ou descoberto por alguém. Desde que descobriu aos quinze, que o amor pode ser dilacerante, cruel e maldito quando é impossível e não correspondido.
Quando a partir dos vinte e um, chegou á triste constatação que em seu mundo o sexo sempre chega antes da paixão ou até mesmo de um olá.
E quando aos vinte e quatro acreditou ter encontrado o derradeiro amor, pôde sentir que mais cruel do que um amor impossível e não correspondido, é um amor possível não correspondido. Então, numa noite morna e suave, onde menos se esperava, de forma displicente e leve, por algumas horas ele encontrou o "príncipe" que lhe disse todas as palavras pelas quais esperou durante vinte e sete anos.
Lhe deu todos os beijos devagar, sem medos nem sustos.
Lhe disse olá e insinuou a possibilidade de uma paixão, antes mesmo de mencionar sexo.
Foi seu amor possível e correspondido.
Não trocaram e-mail nem telefone, apenas beijos. Longos e molhados beijos.
E carinhos, afagos e toques, fortes e delicados.
Ao despedirem-se, ele usou a frase de um filme que tinha assistindo á poucos dias atrás:
“... Não quero seu telefone, e-mail ou endereço. Se nos encontrarmos de novo é porque era pra ser. Se não nos encontrarmos é pra que tenhamos apenas a lembrança desta noite guardada pra sempre. Apenas uma noite, apenas alguns momentos, pra sempre...”.
E se afastaram pela noite escura e morna, para lados opostos.
Até hoje ele pensa sobre sua decisão.
Teria sido estúpida?
No filme, o casal apaixonado se reencontrava e vivia uma linda história de amor.
Mas, já fazia algum tempo e eles nunca mais tinham se encontrado de novo. Nem no mesmo lugar em que se viram pela primeira e única vez.
Onde ele havia voltado algumas outras vezes, na tentativa de reviver aqueles momentos sublimes.
Não, não se viram nunca mais.
Afinal de contas o amor não é um filme.
Mas aqueles momentos estão guardados e são lembrados sempre.
Ele nunca mais viveu momentos iguais.
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Queridos amigos e leitores que acompanham e gostam do meu cantinho, agradeço o carinho e a paciência de todos vocês, mas queria comunicá-los que passo por um momento de crise de inspiração e por isso talvez fique algum tempo afastado daqui, sem postar.
Espero que essa crise passe logo.
Beijos e até mais!!!!!!!!!
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