domingo, 16 de agosto de 2009

28 PRIMAVERAS


Tenho 28 anos, rescém completados na última terça-feira, 11 e comemorados ontem, sábado 15.

A comemoração: balada tipicamente gls com direito a muitos shows performáticos de drags, música techno, casa lotada, alguns amigos, bebidas noite adentro, um suposto amor platônico e a incômoda sensação de que tudo continua igual.

Nada de especial. Não houve fogos de artifício, os sinos não tocaram e o tão desejado beijo não aconteceu.

Quase 30. É engraçado e tranquilizador como digo isso hoje sem o mesmo pavor que me acometia á 3 anos atrás, serenidade talvez ou conformação pura e simplesmente. Não sou mais o adolescente sonhador e romântico de 15 anos, que podia dar-se ao luxo de dizer que ainda tinha muito tempo pela frente. Ainda tenho tempo, apenas isso, o muito definitivamente ficou pra trás. E o que fazer com ele agora?

Estou me esvaziando de tudo que passou pra poder receber esse novo tempo com plenitude e sabedoria. Uma nova fase se descortina agora em minha frente, vou agarrá-la com tranquilidade, longe da ansiedade e do desespero que me acompanharam por tanto tempo. Seriam coisas da idade ou simplesmente reflexos de uma personalidade insegura? Não importa. O que importa é que me sinto menos ansioso, fruto de um amadurecimento gradativo, coroado depois da festa de ontem, acabo de constatar isso.

O que aconteceu na festa de tão especial para que chegasse a essa conclusão?
Tudo e nada.

Nada de especial como já disse. Nenhum fogo de artifício, nenhum sino, nenhum olhar apaixonado, nenhum beijo de amor. Fluidos corporais trocados as pressas com furor e desespero não fazem mais a minha cabeça - estou passando da idade - mas na verdade nunca fizeram, sempre procurei envolvimentos mais profundos em todos os sentidos da vida. Já olhei pra toda aquela gente cheia de pose e sem nenhum conteúdo com raiva, desprezo, revolta, tristeza, amargura... Ontem não, apenas as enxerguei como realmente são e constatei que são completamente o oposto de mim, de tudo que desejo e acredito, nem melhores, nem piores, apenas diferentes, muito diferentes e e isso é tudo, poder enxergar as diferenças que te desagrada nos outros sem aquele ranço de ressentimento, quando a grama do outro lhe parece mais verde e atraente que a sua. Acho que isso pode-se chamar de amadurecimento. Isso sem contar que o papo mais interessante que tive ontem foi com um senhor simpaticíssimo de uns 50 anos mais ou menos, que conheci no bar entre um show e outro.
Pessoas mais velhas sempre me atraíram desde criança, aos 15 anos tinha amigos maravilhosos de 40, acho que isso contribuiu muito pro desenvolvimento do meu intelecto e me tornou assim um tanto quanto mais exigente em relação aos amores e as amizades.

Então termino essa postagem e começo essa nova fase citando um trecho do livro da Lya Luft que comecei a ler hoje, Perdas & Ganhos: "Pois viver deveria ser - até o último pensamento e o derradeiro olhar - transformar-se."


APENAS UMA FRASE

"A dor é inevitável o sofrimento é opcional."

6 comentários:

kbritovb disse...

parabéns =]

Diego Rodrigo disse...

Viva a vida!

Macaco Pipi disse...

PARABÉNS!
MUITA SAÚDE!

Macaco Pipi disse...

MUITOS ANOS DE BLOG!

Macaco Pipi disse...

CHUUPAA:
http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=93179694

Vanessa disse...

Engraçado q tive um pekena crise de idade, aos 20 anos esse ano. POde me achar boba, mas eu acho q a cada decade q a gente passa , passamos por crises de idade. rs*

Parabens!