sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

CINEMA 2012

Sim, eu confesso, assumo que contabilizando minhas idas ao cinema nesse 2012, foi uma vergonha. Míseras 7 vezes! Inadmissível para alguém que se pretende um cinéfilo de carteirinha, mas foi isso mesmo, apenas sete vezes me dispus a sair de casa pra assistir um filme na grande tela e no escurinho. Sei lá, não sei explicar, admito que já fui mais entusiasmado com o ato de ir ao cinema e nesse último ano andei meio desanimado, talvez a oferta não tenha sido tão boa quanto a de outros tempos, mas enfim, o fato é que ainda gosto muito e esse ano realmente não tivemos produções cinematográficas de muito impacto, nem tão empolgantes assim, pelo menos pro meu gosto. De qualquer maneira, vale registrar os 7 filmes que me fizeram sair de casa em 2012:

  
Românticos Anônimos: Primeiro filme que assisti este ano, em 1 de janeiro, no cinema Reserva Cultural da Paulista. É uma comédia romântica bem bonitinha que assisti por dois motivos principais, é francês e se passa numa pequena fábrica de chocolates. Na história, Jean-René é dono dessa fabriqueta de chocolates que está prestes a fechar as portas porque seus doces não fazem mais tanto sucesso como antigamente, e Angélique é uma talentosa chocollatier, que após ser contratada por ele acaba salvando a fábrica da falência. Os negócios no entanto, são apenas o pano de fundo para a curiosa história de amor que acontece entre os dois. Angélique e Jean-René têm muito mais em comum do que imaginam. Os dois são solitários e carentes. Querem conhecer alguém com quem possam se relacionar e viver uma história, mas não conseguem porque são patologicamente tímidos e aí entra o tom cômico de todo o filme. Na tentativa de um encontro romântico ou de uma noite de amor, os dois passam pelas situações mais constrangedoras que acabam se tornando hilárias por conta da timidez excessiva que os impedem de concluir o que começam. No final entendemos que quando duas pessoas se amam de verdade sempre se dá um jeito, nem que seja um jeito bem maluco.


Os Descendentes: Em 20 de fevereiro, no Cinemark do Pátio Paulista, foi a vez do concorrente ao Oscar, com George Clooney no papel principal. Curto e grosso: não gostei. O filme não é ruim, mas fizeram tanto oba-oba em cima dele que acabei criando uma grande expectativa, que não foi superada. Na história, Clooney tem que lidar com o coma da mulher que sofreu um acidente de barco, enquanto cuida de duas filhas, uma adolescente de 17 anos e uma garotinha de 10, ao mesmo tempo que precisa decidir se vende ou não as terras que herdou no Hawai. Em meio a tudo isso, ele ainda descobre por meio da filha mais velha que sua mulher tinha um amante e precisa lidar com sentimentos contraditórios de raiva, mágoa e piedade enquanto a esposa definha. Não deixa de ser um bom drama, a fotografia com as belas imagens do Hawai é lindíssima, mas o filme não me cativou.

 Shame: Quando o assiste em 17 de abril, no Unibanco Arteplex da Augusta, comentei que não sabia se tinha gostado, não consegui formar uma opinião logo após tê-lo visto. A verdade é que este Shame não mexeu comigo, nem pro bem, nem pro mal. Talvez porque o sexo já esteja tão banalizado, a ponto de uma história que narre o vício de um homem comum pelo mesmo e suas consequências em seu cotidiano e emocional, não me dizer nada. Ainda não sei explicar os motivos, mas imaginava que o filme fosse mais chocante, algo estarrecedor. Acho que o diretor pegou bem leve, ou eu que já não me choco com quase nada. Valeu pelo tão alardeado e brevíssimo nu frontal de Michael Fassbinder.


O Espetacular Homem-Aranha: Certamente não é o melhor filme já produzido do Homem-Aranha, mas o elenco é o melhor. Constatei isso em 15 de julho, no Espaço Itaú do Shopping Frei Caneca. Achei Andrew Garfield uma escolha muito melhor que o inssosso, porém excelente Tobey Maguirre. Ema Stone não está a altura de uma Kirsten Dunst, mas funciona muito melhor e cativa muito mais como a namorada do herói aracnídeo. Sally Field na pele da querida tia May é muito amor. Este novo Homem-Aranha, é mais garoto, mais impetuoso, mais divertido, mais leve e bem mais sexy. Seu primeiro filme não superou os anteriores com Tobey, mas certamente superará muito em breve.

  Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge:
E ainda na onda dos super-heróis, fui assistir em 5 de agosto, o último episódio da trilogia do Homem-Morcego vivido por Christian Bale, que deixou vários ganchos para um novo filme. Batman é sempre Batman, bom mesmo que seja ruim, e esse foi muito bom. Com um elenco estelar, como já é de praxe, o diferencial dessa vez foi a volta da Mulher-Gato totalmente repaginada. Anne Hathaway na pele de uma ladra pra lá de charmosa e dissimulada, deu vida a uma Mulher-Gato que não supera a de Michelle Pfeifer, porém ganha o segundo lugar com honras. Destaque também para o delicinha Joseph Gordon-Levitt e a deslumbrante Marion Cotillard.

  
As Vantagens de Ser Invisível: No dia 22 de outubro, fui ver no Espaço Itaú do Shopping Bourbon, a este que pra mim foi o melhor filme do ano. Pra falar tudo de bom que esse filme tem, e todas as sensações que ele provoca, e o quanto ele mexe com os nossos sentimentos, porque fala de uma coisa que é comum a todos nós, que é aquela fase turbulenta da adolescência, onde ser parte de alguma coisa se faz absolutamente necessário, teria que fazer uma resenha só pra ele. Mas bem resumidamente o filme é isso, uma grande história de amor que mostra o poder de uma forte amizade, poder capaz de superar traumas inimagináveis. Somos arrebatados pela história de Charlie, Sam  e Patrick em atuações apaixonantes de Logan Lerman, Emma Watson e Ezra Miller, ao som de uma trilha sonora com canções emblemáticas dos anos noventa de arrepiar e que nos dá aquela vontade nostálgica de ser infinitos.


Amanhecer - Parte 2 (Final): Pra terminar o ano, não poderia deixar de ver o capítulo final da saga mais badalada dos últimos quatro anos. Crepúsculo, uma grande e gostosa fantasia, que pra mim acabou em 26 de novembro. Para tristeza de muitos e alegria de tantos outros, não teremos mais os embróglios amorosos de Bella, Edward e Jacob. 

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